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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Brinquedos Educativos: qual o melhor brinquedo para o seu filho?





Queridos leitores, apesar da pergunta que intitula o post ter uma resposta óbvia, o óbvio nem sempre é o melhor ou adequado. Se você pensou que o melhor brinquedo é o educativo, você pode ter acertado a resposta. Porém, isso depende do que se conceitua como educativo.

Será que atualmente os pais não tem conceituado o brinquedo educativo como sendo apenas aquele industrializado, e que vai desenvolver alguma habilidade do filho? Essa é uma reflexão que tenho me feito após a leitura do livro do filósofo Walter Benjamin, intitulado “Reflexões: a criança, o brinquedo e a escola”, nesta obra o autor faz críticas ao mercado do brinquedo, na ótica de que o mercado não compreende a essência do brincar para a criança, em que o brinquedo vira uma mercadoria, e a criança o alvo da mídia e da indústria.



Na perspectiva do filósofo citado acima, o brinquedo representa um diálogo entre a criança e o mundo a qual pertence. Nesse sentido, o brinquedo deve pontuar a cultura a qual a criança pertence, a sua classe, a sua etnia, enfim a sua comunidade.


Vislumbrando os estudos acima, e de acordo com as minhas experiências docentes, percebo que quando a criança está com um brinquedo industrializado, a tendência é que a mesma permaneça brincando pouco tempo, além de desmontar o brinquedo, na maioria dos casos. 

Quando o brinquedo é construído pela própria criança, geralmente, o que se observa é que existe todo um cuidado da mesma para não danificar, além disso, o brinquedo construído faz parte da sua cultura, revela o seu pertencimento a algum lugar, o que quase nunca é visto no industrializado - que geralmente homogeneíza o brinquedo e o brincar das crianças por toda parte do mundo.

Dessa maneira cabe esclarecer que há brinquedos industrializados que são educativos, ou melhor, que desenvolvem algum tipo de habilidade como a: motora, espacial etc. Porém, nós pais e educadores não devemos nos deter apenas em comprar o que o mercado oferece, e com objetivo do filho sempre "aprender algo", é preciso considerar a importância da criança brincar com brinquedos construídos por ela, assim você estará contribuindo para que seu filho dê outros significados ao brinquedo, e a medida em que ele constrói, produz e transforma cultura.


Assim, essa matéria defende que os pais possibilitem a sua criança o prazer de criar e inventar o seu próprio brinquedo! Uma dica: dê ao seu filho diversos materiais como: caixas, papéis, lápis de cores, cola, tesoura sem ponta, tampinhas, garrafinha e deixe-o criar o seu próprio brinquedo.

Quer uma dica de por onde começar? Temos algumas sugestões de arteiros para todas as idades:

A Flávia Calina é ótima e faz experiências super bacanas com a filhinha, Victoria: 

Canal no YouTube: Flavia Calina

E para os mais curiosos: Manual do Mundo

Canal do YouTube: Manual do Mundo

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Bônus: querem ensinar os pequenos a fazer sua própria "geleca, amoeba, grudinho..."? Clica aqui nesse link que tem todo o passo a passo, facinho!




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Deniele




sexta-feira, 29 de julho de 2016

JOGA PRA MIM | Vai brincar lá foraaaaa...



VAI BRINCAR LÁ FORAAAAA...



...ou: como tirar suas crianças da frente do computador (tablet, smartphone, TV, celular, videogames).

Entreter crianças é uma arte muito dificil, e requer de muitos pais uma grande criatividade. Porém, quando os pais se dispõem, muita coisa boa pode ser feita. Mas, o grande problema é o comodismo de alguns pais, que diante do sossego alcançado com a criança "ocupada" em atividades eletrônicas, relaxam em berço esplêndido. 

E com aquela frase de que "enquanto ela estiver ali, está segura", podem estar cometendo vários e grandes erros.

1. Uma criança exposta unicamente aos estímulos virtuais, tem suas capacidades de imaginação diminuídas; 
2. A capacidade de interação social é enormemente prejudicada; 
3. A exposição à valores negativos, imagens, vídeos e outros conteúdos não adequados, coloca em risco todo o trabalho educacional que a família vem realizando; 
4. Aparecimento de doenças relacionadas à falta de atividade física, bem como atrapalhar a fase de crescimento e desenvolvimento onde talvez a maturação cerebral seja estimulada por tantas imagens coloridas em pixels que formam confusões e também problemas de memória e de concentração; 
5. Vulnerabilidade e risco de assedio por parte de pessoas mal intencionadas 
6. Perda gradual da identidade e imagem pessoal, dado às grandes possibilidades de se criar perfis diversos para impressionar ou agradar novos grupos sociais nos quais elas vão sendo agregadas. 

Portanto, diante desses e outros fatos que podem vir a prejudicar a saúde física e mental das nossas crianças, coloco à disposição algumas ideias que podem ajudar aos papais e mamães a terem um pouco mais de animação, movimento, lazer e saúde junto aos nossos pequenos prodígios. 

1 – Encher recipientes com pistola d´água



Faça uma competição pra ver quem consegue encher algum recipiente usando a pistolinha d´água. No final vocês podem fazer um duelo de quem é mais rápido no jato d´água. Você pode fazer água com corante para diferenciar as equipes. Ahhh, mas o quê? Você não tem pistola d´água? Não tem problema! É só pegar uma garrafa PET, fazer um buraquinho na tampa e você já tem sua PISTOLA MEGA HIPER ULTRA GIGA ESPETACULAR ESPACIAL. O que não pode faltar é disposição pra brincar!

2 – Fazer ou Soltar Pipas 



Bem, como eu, muitos pais podem não ter aprendido essa arte espetacular e milenar, então, é só comprar uma, existem de vários modelos no mercado e os preços são bem acessíveis. Eu prefiro a da borboleta para minhas princesas.

3 – Pintar camisetas personalizadas 


Soltem o Michelangelo e mãos à obras. 

4 – Pular Elástico 

A Brincadeira é perfeita porque envolve desafios a cada rodada e pode ser feita em qualquer lugar: playground, rua, praça etc. Manda ver na diversão.

5 – Vá à Praça, praia, campo, parque, sai pra tomar um AR. 


Existem várias opções de espaços abertos e amplos na nossa cidade. Parque Municipal de Maceió com excelente ambiente natural preservado e trilhas excelentes, Rua Fechada na Ponta Verde aos Domingos, Praça Centenário no Farol também com atividades aos domingo pela manhã, Praça da faculdade entre outras. 


Uma última dica, talvez a mais importante: seja lá qual for a sua escolha de diversão com seus pequenos, jamais, jamais opte por brinquedos elétricos do tipo velocípedes e carrinhos de bateria. Nunca, nunca, nunca serão. rsrsrs!

Bem pessoal, um abraço, espero ter colaborado de forma positiva com todos.

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Abraços. Marcelo Silveira.




quinta-feira, 23 de junho de 2016

PALAVRA POR PALAVRA | Brincadeiras e o desenvolvimento infantil


Brincadeiras e o desenvolvimento infantil


Por que as brincadeiras são importantes para as crianças?


Brincar com as crianças é promover inúmeras interações sociais, onde a sua interação com o adulto, o espaço e o brinquedo são fundamentais para o seu desenvolvimento. A criança se manifesta através das primeiras brincadeiras que vão surgindo, chamando a atenção dos adultos, cobrando atenção, afeto e ensinamentos, assim, as brincadeiras se constituem em uma rica possibilidade de achegar-se a criança, e em parceria com ela atingir um elevado e estimulador caminho para a afetividade.

Através das brincadeiras as crianças constroem vínculos afetivos e trocas com a realidade e fantasia, e isso colabora para que a mesma se distancie dos seus medos. São as brincadeiras que favorecem a criança iniciar e desenvolver seus relacionamentos pessoais, a sua linguagem, o desenvolvimento físico, além de proporcionar a alegria e prazer, e por isso não podem simplesmente significar atividade livre e espontânea, iniciada, desenvolvida e terminada apenas pelas crianças.

Vamos brincar?

Algumas brincadeiras para colaborar com o desenvolvimento do seu filho:

01. A torre que cai:

O quê? Brincar de fazer torres com diversas caixas de papelão de tamanhos diferentes. 
Como? Antes de começar, feche as caixas com fita adesiva para ficarem rígidas e arrumadas. Ajude seu filho a colocar a caixa maior embaixo, depois outra menor em cima, e assim por diante. Depois de construída a torre deixe-o derrubá-la. 
O que tem de bom? Estimula o trabalho em equipe, colabora com a coordenação. 
Para quem? Crianças de 1 a 3 anos.



02. Mestre cuca:

O quê? Brincar de ajudar no preparo dos alimentos.
Como? Há várias tarefas seguras das quais a criança pode participar, como: lavar frutas e legumes, amassar batatas, colocar e mexer ingredientes para fazer bolo e etc. 
O que tem de bom? Quanto mais a criança se familiariza com ingredientes ou alimentos, mais chances têm de aceitá-lo para comer. Aumenta a destreza, ou seja, suas habilidades manuais, pois a medida que mexe e acrescenta, terá mais habilidades para manusear sem quebrar ou derramar. 
Para quem? Após dezoito meses de idade, as crianças podem ajudar a "preparar" refeições na cozinha. 



03. Brincar de compras:

O quê? Brincar de fazer lista de supermercado e fazer as respectivas compras.
Como? Você vai precisar de: dinheiro de brinquedo, bolsa ou carteira velha, caderninho de anotações, caneta ou lápis, latas, caixas, frutas e legumes. Monte um espaço para ser o mercado, e estimule a criança rabiscar o caderninho - fazendo sua lista de compras - mostre a ele como segurar a caneta corretamente, mas não se preocupe se ele não conseguir. Depois deixe a criança decidir o que vai comprar, ela pode fingir que paga com o dinheiro de brinquedo que está na carteira, e depois colocar os produtos na sacola. 
O que tem de bom? um mercado de mentirinha ajudará seu filho desenvolver a imaginação, começar a aprender o conceito de dinheiro e comprar coisas em mercado. E também faz com que seu filho inicie a compreensão da função da escrita e como segurar uma caneta para escrever.
Para quem? A partir de 3 anos. De acordo com a idade da criança, a brincadeira pode ser adaptada.



Fonte: CAVE Simone e FERTEMAN, Caroline. Brincadeiras criativas para bebês inteligentes: estimule o desenvolvimento do seu filho. Tradução de Rogério Bettoni, ediouro, 2012.

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