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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Pai




Retomaremos aqui à data comemorada no mês de Agosto... Dia dos Pais...


Mais uma data clichê, criada com objetivos comerciais mas operantes na nossa brasilidade né?! Então, como algumas outras datas comemorativas, esta, exerce certa influência sobre nós, seja de maneira afetiva seja de maneira financeira, ou mesmo de ambas as maneiras...



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A infância e sua militância contemporânea



A INFÂNCIA E SUA MILITÂNCIA CONTEMPORÂNEA



Muito tem se falado sobre crianças e infância... Romantismo? Infância época feliz? Para quem?


Atualmente, temos observado uma avalanche de pontuações sobre ser criança, sobre a infância, sobre o exercício das funções parentais... Desde a época de minha graduação, em conversas com minha amigas, questionávamos alguns paradigmas que atribuíam a infância um período exclusivamente feliz do desenvolvimento. Do nosso ponto de vista de adulto parece que fazemos uma relação direta entre ser criança e ser feliz, mas ao resgatarmos nossas memórias da época de infância vamos acessar registros que nos mobilizavam a querer ser "logo"adultos, não era bem assim?




O que justificaria então tamanho idealismo? Talvez a possibilidade em tornar a nossa infância póstuma mais alegre; talvez a oportunidade em oferecer as crianças uma sonhada infância... Enfim, muitos devem ser os motivos que nos levam a idealizar a infância e as crianças, inclusive pelas expressões e expertises que os pequenos nos aprontam...


Embora a infância se caracterize como uma etapa do desenvolvimento humano que requer saberes e cuidados específicos, tanto pela imaturidade biológica quanto pelas questões emocionais e relacionais, não podemos nem subestimá-las e nem superestimá-las... Não é incomum ambas as situações. A infância e as crianças têm sido alvo de grandes devaneios, o que não favorece o pleno desenvolvimento da infância e de suas potencialidades nos moldes de interações contemporâneas.


Sim, a ludicidade torna o ser criança muito interessante e cheio de possibilidades, mas não devemos fazer mal uso dela. O caráter de liberdade que atribuímos a infância não me parece coerente. O que de fato está em jogo é o caráter de não responsabilização que a infância exige. Isto é, as crianças não são responsáveis por elas mesmas... E isso, muitas vezes, seria um desejo do adulto, delegar suas responsabilidades a outrem. Isto pode indicar o porque idealizamos tanto a infância enquanto "época boa"; "a gente era feliz e não sabia". Destaco isso porque acontece exatamente o contrário... As crianças vivem contando os anos de vida para serem adulto, talvez porque fantasiem que somente assim farão o que quiserem.. Ou seja, serão livres.





Não sei se irão concordar, mas temos ofertado às crianças padrões um tanto difíceis de relacionamentos... Ou as infantilizamos (prolongando o tempo dos comportamentos relativos aos bebês) ou as "adultizamos" (fortalecendo a exímia e rígida educação) ... Ou as robotizamos (diante dos excessivos estímulos eletrônicos) ou as "socializamos" (com altos níveis de exigências de habilidades sociais)... Notem, ser criança não é e nunca foi tarefa fácil...



Nossa infância, me parece, está sofrendo excesso de tudo: idealização; problematização; romantização; menos de excesso de real atenção!!

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Zaíra Mendonça
Psicóloga/Psicoterapeuta zairamendoncapsi@gmail.com
(82)99985-8703




terça-feira, 5 de julho de 2016

CUCA LEGAL | Questões nossas de cada dia... Um olhar da psicoterapia infantil



Questões nossas de cada dia... Um olhar da psicoterapia infantil



Estamos na era dos especialistas. Vivemos histórias e relações cada vez mais comprometidas pelos saberes e fazeres ditados pelos outros. Provavelmente, a revolução tecnológica e os modos de comunicação contemporâneos causam uma falsa sensação de acesso ao conhecimento e as verdades anteriormente não conhecidas. O que, ao meu ver, vem produzindo fragilização e enfraquecimento na maneira como temos nos relacionado com e para os outros. Isto é, parece que não temos mais segurança em ser e fazer, precisamos ler, observar, escutar algum "doutor" ou especialista no assunto para termos segurança em realizarmos alguns feitos (profissionais e/ou pessoais).


Associemos o que foi dito acima à criação de crianças... Pois é, nos sentimos despreparados diante de tantas ditas "descobertas" e inovações no campo também do desenvolvimento infantil e das relações familiares... Ou seja, questões surgem: Como posso fazer para aproveitar toda capacidade cognitiva do meu filho?; como posso fazer para otimizar o rendimento escolar do meu filho?; como posso preparar meu filho para um bom futuro profissional?


Percebam que as questões que têm permeado os pensamentos de pais e mães pouco associam-se a demandas do desenvolvimento emocional das crianças... Como se segurança diante da vida, apropriação de afetos, ansiedade, tristeza, solidão fossem se constituir (ou desaparecer) de maneira automática na medida em que elementos da dimensão material estejam solucionados.

Aí o que temos feito... Gritantes e singelas compensações...

Temos devorado sites e manuais de como se criar filhos inteligentes e ricos... E temos esquecido algo muito importante: olhar para nossas experiências enquanto sujeitos em suas múltiplas dimensões (filhos, netos, sobrinho, tios, amigos, pais, mães...). Como se tivesse pouca ou nenhuma valia os saberes produzidos por nós e pelos nossos mais próximos, diante da avalanche digital a que temos feito uso e "desusos".


A Psicologia Infantil deve estar preocupada com a escuta do exercício parental, com as dores e os sabores de se criar filhos... E, a criação de filhos, é atravessada por tantos fatores que não podemos unificar e muito menos reduzir os afetos e comportamentos de nossas crianças. Cada criança é singular e, constitui-se a partir do feixe de relações aos quais esteve submetida antes mesmo de seu nascimento. Refiro-me aqui as dimensões familiares, as experiências destes pais, avós e antepassados de maneira geral.


Portanto, a psicoterapia infantil é, e porque não, lugar para pais, mães e cuidadores experienciarem junto às suas crianças uma dimensão tão peculiar, mas tão renegada por nós nesta sociedade apressada em que temos vivido, o infantil. Com seus prazeres e desprazeres...

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terça-feira, 17 de maio de 2016

CUCA LEGAL | Mães! Viva à maternidade!


Mães! Viva à maternidade! 



Em maio, convencionou-se comemorar o aclamado Dia das Mães! Mas o que de fato está incluindo nesta comemoração? Toda mulher já nasce automaticamente uma mãe?


Viva as mães! É inegável a dimensão biológica da maternidade e tudo que a isto se relaciona, mas convenhamos que a maternidade é algo constituído na experiência singular de cada mulher que se aventura a exercer a função materna na vida de um bebê, de uma criança, de um adolescente, de um adulto... Enfim, de um filho(a).


Costumeiramente as mamães escutam: "Depois que nascer o bebê você saberá o que fazer, saberá os porquês de cada choro...". Entre outras afirmações que, por vezes, pressionam a maternagem ao invés de sustentar-lhe.




Por que abordar tal assunto? Porque a ideia da maternidade como algo naturalizado, pronto e acabado causa verdadeiro calafrio nas mães. Quando não sabem o que e nem como fazer diante das cólicas de seus bebês, do choro sem tecla SAP, das "rebeldias" e medos adolescentes, da apatia dos filhos adultos... Observamos que muitas destas acabam por si considerarem mães más, sem habilidades. O que de fato ocorre é uma experiência cada vez mais íntima entre essa díade (mãe-bebê), o que garante suposições, traduções e criações de modos cada vez mais autênticos de se relacionarem. 


Aos poucos vão sendo inscritos registros simbólicos no pequeno ser, que ao se apropriar de tamanho cuidado e proteção vai sentindo-se seguro para então experienciar o mundo. Mas não podemos deixar de levar em conta as demais vivências que nossos filhos têm, tiveram ou virão a ter! Assim, mamães: esqueçam! Vocês não são onipresentes - o que por si só já lhes desresponsabilizam de todos os bens ou males que venham a ocorrer com suas crias!

Obviamente o lugar e o papel dos demais membros da família é essencial para tal desenrolar... Mas disto trataremos em outros posts.


Mamães, não se apavorem quando um turbilhão de sentimentos não tão legais dominarem seus afazeres maternos, tais como: inseguranças, medos, vontade de desistir, arrependimentos... Tudo isto compõe o real exercício da maternidade!


Para finalizar nosso post de hoje gostaria de parabenizar todas as mães, mas em especial aquelas que em plena efervescência da emancipação feminina, não denegam do exercício materno, visto que, hoje mais do que nunca a maternidade é uma questão de escolha!! Então, aclamaremos principalmente o desejo em exercê-la!


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terça-feira, 26 de abril de 2016

CUCA LEGAL | Olá! Prazer em conhecê-lo(a)!




CUCA LEGAL | Olá! Prazer em conhecê-lo(a)! 




Então... Vamos lá!! Nesta coluna denominada CUCA LEGAL buscaremos abordar as diversas temáticas que envolvem o universo infantil, nas suas variadas manifestações: afetivas, sociais, comportamentais, etc... Lembrando que estes são elementos de uma mesma teia chamada desenvolvimento humano

Também, já que estamos tratando de infância, não seria viável abordá-la sem causar aproximações com quem a cuida... Logo, falaremos sobre maternidade, paternidade, relações entre as crianças, medos, expectativas, ansiedade...


Nos parece que nesta maré contemporânea de especialistas e, portanto, de especialismos, mães, pais e avós "esqueceram" muito ou nada do que sabiam a respeito da criação de crianças. O mais interessante é que mesmo numa época em que pouco se sabia, no sentido próprio de acesso ao conhecimento científico, as pessoas nasciam, cresciam, sofriam, sorriam, choravam, enfim, SENTIAM... VIVIAM...


Portanto, estamos dispostos a favorecer um espaço onde diálogos sobre as questões acima e muitas outras possam encontrar vez e voz... 
Onde a palavra ganhe vida, onde a existência ganhe contornos produzindo continuidades e descontinuidades... 
Se esperavam encontrar respostas prontas, como nas bulas e nos manuais... Lamento, vamos buscá-las no árduo e prazeroso trabalho que o pensamento nos faculta!!


Estão todos convidados a embarcarem nesta incrível mas não paralela, vale frisar, realidade que se chama infância!

Drª Zaíra Rafaella.






Muitas emoções...! 


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sábado, 16 de abril de 2016

NOSSA EQUIPE | CUCA LEGAL

Criar filhos: quantas dúvidas e dilemas. Nossa querida psicóloga, Dra Zaíra Rafaella, trará questões que muita gente gostaria de entender. E você? Qual o seu dilema? Não deixe de colaborar enviando suas sugestões e dúvidas.





Dra Zaíra Rafaela

Formada em Psicologia na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), atua há dez anos atendendo crianças, ouvindo seus pais, mães, avós e afetos. Apaixonada pela infância e pelas relações humanas. Tem Formação em Psicoterapia Infantil e Adolescente pelo CPPL/PE. Especialista em Psicologia Clínica e Saúde Mental (CESMAC). Mestre em Psicologia (UFAL). Atualmente é pós graduanda em Problemas de Desenvolvimento na Infância e Adolescência: Abordagem Interdisciplinar, pelo Centro Lydia Coriat-RS. 
Se descobriu uma espécie de militante da infância. Não pela idealização que tal fase do desenvolvimento humano produz, mas sim pelas implicações que as experiências e vivências deste período tem para aqueles que nela estão imbuídos: sejam as próprias crianças, suas mães, pais, avós, avôs, tios... O desejo pela maternidade é algo que permeia seus pensamentos e ideias. Pode estar chegando a hora... «Ela tem que ser feliz hoje, porque o futuro é feito de hoje. Amanhã será hoje, depois de amanhã será hoje, e se a criança é feliz hoje, ela terá um futuro.» (Ziraldo)