Constantemente você tem recebido queixas da escola do seu filho? É comum você ouvir frases do tipo: “o seu filho é inteligente, porém não para um segundo”, “ ele não me obedece”, “ ele não faz silêncio” etc.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Você já parou para observar a forma como seu filho segura o lápis?
Segurar o lápis de forma correta é muito importante, principalmente na educação infantil. Algo que parece ser tão fácil muitas vezes torna-se difícil para algumas crianças e é necessário que pais e professores tenham um olhar atento para isto.
Geralmente, as crianças tendem a segurar o lápis da forma que é mais confortável para elas e são muitas as formas de apertos de lápis. A preensão do lápis de forma errada irá refletir diretamente na escrita, causando lentidão de movimentos na realização das tarefas, instabilidade no traçado, força na escrita, dor nos dedos e punhos, pois se o lápis não está bem posicionado a mão terá que se esforçar mais para realizar os devidos movimentos.
Segurar o lápis corretamente é segurar apenas com o polegar, o dedo indicador e o dedo médio. Se a criança começar pegando erroneamente no lápis, quanto mais tarde ela for corrigida, mais difícil será de desabituar, portanto, devemos corrigi-la desde a primeira vez que ela pegar num lápis.
Outra forma de ajudar a criança nessa dificuldade, é treinando suas habilidades motoras finas usando brincadeiras divertidas que promovam melhor o uso do dedo polegar e o dedo indicador, fazendo o movimento de pinça. A seguir deixo alguns exemplos de brincadeiras.
1. Brincar com lego.
2. Rasgar papel para atividades de colagem.
3. Abotoar e desabotoar botões.
4. Retirar a fita da adesiva de superfície.
5. Usar prendedores de roupa em uma borda ou varal
6. Usar pinça para pegar pequenas contas ou brinquedos.
7. Atividades de "enfiagem"
Outra dica importante está relacionada ao melhor tipo de lápis. O mais indicado para trabalhar na educação infantil é o lápis de formato triangular, pois ele tem um formato que ajuda a criança a centrar os três dedos, nos três pontos de apoio. E se a criança já faz uso desse lápis e mesmo assim continua segurando o lápis de forma errada existe alguns adaptadores de lápis para corrigir o posicionamento dos dedos.
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Elida.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Brinquedos Educativos: qual o melhor brinquedo para o seu filho?
Queridos leitores, apesar da pergunta que intitula o post ter uma resposta óbvia, o óbvio nem sempre é o melhor ou adequado. Se você pensou que o melhor brinquedo é o educativo, você pode ter acertado a resposta. Porém, isso depende do que se conceitua como educativo.
Será que atualmente os pais não tem conceituado o brinquedo educativo como sendo apenas aquele industrializado, e que vai desenvolver alguma habilidade do filho? Essa é uma reflexão que tenho me feito após a leitura do livro do filósofo Walter Benjamin, intitulado “Reflexões: a criança, o brinquedo e a escola”, nesta obra o autor faz críticas ao mercado do brinquedo, na ótica de que o mercado não compreende a essência do brincar para a criança, em que o brinquedo vira uma mercadoria, e a criança o alvo da mídia e da indústria.
Na perspectiva do filósofo citado acima, o brinquedo representa um diálogo entre a criança e o mundo a qual pertence. Nesse sentido, o brinquedo deve pontuar a cultura a qual a criança pertence, a sua classe, a sua etnia, enfim a sua comunidade.
Vislumbrando os estudos acima, e de acordo com as minhas experiências docentes, percebo que quando a criança está com um brinquedo industrializado, a tendência é que a mesma permaneça brincando pouco tempo, além de desmontar o brinquedo, na maioria dos casos.
Quando o brinquedo é construído pela própria criança, geralmente, o que se observa é que existe todo um cuidado da mesma para não danificar, além disso, o brinquedo construído faz parte da sua cultura, revela o seu pertencimento a algum lugar, o que quase nunca é visto no industrializado - que geralmente homogeneíza o brinquedo e o brincar das crianças por toda parte do mundo.
Dessa maneira cabe esclarecer que há brinquedos industrializados que são educativos, ou melhor, que desenvolvem algum tipo de habilidade como a: motora, espacial etc. Porém, nós pais e educadores não devemos nos deter apenas em comprar o que o mercado oferece, e com objetivo do filho sempre "aprender algo", é preciso considerar a importância da criança brincar com brinquedos construídos por ela, assim você estará contribuindo para que seu filho dê outros significados ao brinquedo, e a medida em que ele constrói, produz e transforma cultura.
Assim, essa matéria defende que os pais possibilitem a sua criança o prazer de criar e inventar o seu próprio brinquedo! Uma dica: dê ao seu filho diversos materiais como: caixas, papéis, lápis de cores, cola, tesoura sem ponta, tampinhas, garrafinha e deixe-o criar o seu próprio brinquedo.
Quer uma dica de por onde começar? Temos algumas sugestões de arteiros para todas as idades:
A Flávia Calina é ótima e faz experiências super bacanas com a filhinha, Victoria:
Site: www.flaviacalina.com
Canal no YouTube: Flavia Calina
E para os mais curiosos: Manual do Mundo
Site: www.manualdomundo.com.br
Canal do YouTube: Manual do Mundo
Também não deixe de seguir nossa pasta no Pinterest com dicas de brinquedos criativos:
Bônus: querem ensinar os pequenos a fazer sua própria "geleca, amoeba, grudinho..."? Clica aqui nesse link que tem todo o passo a passo, facinho!
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Deniele
sexta-feira, 29 de julho de 2016
PALAVRA POR PALAVRA | Ler ou contar?
LER OU CONTAR
O prezado leitor deve estranhar a minha insistência de falar sobre a importância de ler (ou será contar?) histórias para crianças. Tal insistência deve-se ao fato de que a formação leitora é fundamental para o progresso das aprendizagens futuras da vida escolar da criança. Antes de expor o significado de ler para formar leitores, é preciso esclarecer que: ler e contar não são a mesma coisa!
Apesar de parecidas, são diferentes!
Ler é limitar-se ao que está escrito, significa que está falando o que está lá no livro, não é invenção nem sai da memória.
A contação envolve o estudo da história para só depois contá-la e, se faz sem ou com o apoio do livro, utilizando a linguagem oral, a gesticulação, a mudança de voz e expressões diferentes com rosto, onde se retira ou acrescenta partes na história.
Então a minha insistência, caro leitor, também pode ser compreendida pelo fato de que quando se conta histórias - o professor ou os pais - estão contribuindo para aguçar a curiosidade das crianças, que em outros momentos poderão pegar livros ou mesmo recontar as histórias. Elas aprendem a diferença entre oralidade e escrita, no qual a entonação, a expressividade e gestos ficam subtendidos e improvisados e, o texto passa por mudanças.
Dicas para contribuir com a formação de leitores:
- Escolher cuidadosamente os livros;
- Fazer uma conversa introdutória: mostrar o livro, falar do autor, ilustrador e antecipar um pouco do tema da história;
- A leitura é uma das atividades que devem ser permanentes - as crianças adoram histórias que envolvem família, animais e história com repetições de frases e poesias que apresente rimas, ritmo e musicalidade.
- Organizar um cantinho da leitura com uma estante baixa, ou mesmo caixas, cestos e mesmo outro suporte com a frente transparente, o importante é que permita o fácil acesso das crianças aos livros.
- Baú de histórias: fantoches, fantasias, bonecos...
- Teatro de sombras – pode ser feito com uma caixa, com um dos seus lados abertos e no lado paralelo ao primeiro, se faz um relâmpago vazado, coberto com uma folha de papel vegetal ou tecido branco fino. São recortadas várias silhuetas de personagens e também de cenários como casas, castelos e etc. e com auxilio de uma lanterna ou mesmo a luz do sol por trás das imagens, o teatro de sombras projeta a sombra das figuras recortadas, como na imagem abaixo.
Fonte : FONSECA, Edi. Interações: com os olhos de ler. São Paulo, Blucher, 2012.
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Deniele
quarta-feira, 6 de julho de 2016
PALAVRA POR PALAVRA | Estímulo à alfabetização
Estímulo à alfabetização
O processo de conhecimento sobre as letras e os números acontece a partir do momento em que a criança é inserida no mundo letrado. Mesmo antes de começar o processo de alfabetização na escola, as crianças já estão sujeitas aos números e as letras, através do logotipo das lanchonetes preferidas, dos desenhos animados que assistem, dos rótulos das embalagens utilizadas em casa, dos números que aparecem no elevador, no celular, etc.
Tudo é muito interessante para as crianças que estão no processo de descoberta da leitura e da escrita: existe um mundo inteirinho para ser descoberto e decifrado. É válido salientar que cada criança tem seu tempo e ritmo no processo de aprender a ler e a escrever e que o interesse pelo mundo letrado varia para cada um. Na escola as crianças recebem os estímulos que são necessários para incentivar os pequenos ainda mais nesta descoberta. Elas são estimuladas através de jogos e brincadeiras que possibilitam que a aprendizagem aconteça de forma lúdica e prazerosa.
O acompanhamento familiar, quando faz parte da rotina, também propicia maior segurança para aqueles que começam a se responsabilizar pelos seus estudos. Na hora da tarefa de casa, os pais devem estar próximos aos seus filhos para auxiliá-los. Procurem realizar as tarefas em um local calmo e sem barulho. O incentivo e a participação também são momentos importantes e o amor, a atenção e o carinho, sentimentos necessários para a evolução do saber. Quando a criança solicitar ajuda, nunca entregue as respostas prontas. Incentive a criança a pesquisar em diversas fontes ou dê algumas dicas para que ela mesma possa chegar a conclusão e, nunca se esqueça de elogiar a criança pelas descobertas que fez.
Existem várias maneiras de você colaborar e mobilizar o desejo de aprender a ler e a escrever de forma prazerosa. Uma boa forma é através de jogos e brincadeiras que possam ampliar o vocabulário e os conhecimentos das crianças. Ao brincar, as crianças desenvolvem suas múltiplas linguagens, fazem descobertas, aprendem através da interação.
Então, aqui vai uma brincadeira para aprender brincando!
- JOGO DA FORCA: NESTA BRINCADEIRA A CRIANÇA TERÁ QUE IDENTIFICAR O NOME DE UM ANIMAL, DE UM AMIGO, FRUTA, OBJETO, ETC. DIZENDO AS LETRAS DO ALFABETO QUE COMPÕEM. CASO A CRIANÇA FALE A LETRA ERRADA, O ADULTO COMEÇA A DESENHAR A FIGURA DA FORCA.
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Elida.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
PALAVRA POR PALAVRA | Brincadeiras e o desenvolvimento infantil
Brincadeiras e o desenvolvimento infantil
Por que as brincadeiras são importantes para as crianças?
Brincar com as crianças é promover inúmeras interações sociais, onde a sua interação com o adulto, o espaço e o brinquedo são fundamentais para o seu desenvolvimento. A criança se manifesta através das primeiras brincadeiras que vão surgindo, chamando a atenção dos adultos, cobrando atenção, afeto e ensinamentos, assim, as brincadeiras se constituem em uma rica possibilidade de achegar-se a criança, e em parceria com ela atingir um elevado e estimulador caminho para a afetividade.
Através das brincadeiras as crianças constroem vínculos afetivos e trocas com a realidade e fantasia, e isso colabora para que a mesma se distancie dos seus medos. São as brincadeiras que favorecem a criança iniciar e desenvolver seus relacionamentos pessoais, a sua linguagem, o desenvolvimento físico, além de proporcionar a alegria e prazer, e por isso não podem simplesmente significar atividade livre e espontânea, iniciada, desenvolvida e terminada apenas pelas crianças.
Vamos brincar?
Algumas brincadeiras para colaborar com o desenvolvimento do seu filho:
01. A torre que cai:
O quê? Brincar de fazer torres com diversas caixas de papelão de tamanhos diferentes.
Como? Antes de começar, feche as caixas com fita adesiva para ficarem rígidas e arrumadas. Ajude seu filho a colocar a caixa maior embaixo, depois outra menor em cima, e assim por diante. Depois de construída a torre deixe-o derrubá-la.
O que tem de bom? Estimula o trabalho em equipe, colabora com a coordenação.
Para quem? Crianças de 1 a 3 anos.
02. Mestre cuca:
O quê? Brincar de ajudar no preparo dos alimentos.
Como? Há várias tarefas seguras das quais a criança pode participar, como: lavar frutas e legumes, amassar batatas, colocar e mexer ingredientes para fazer bolo e etc.
O que tem de bom? Quanto mais a criança se familiariza com ingredientes ou alimentos, mais chances têm de aceitá-lo para comer. Aumenta a destreza, ou seja, suas habilidades manuais, pois a medida que mexe e acrescenta, terá mais habilidades para manusear sem quebrar ou derramar.
Para quem? Após dezoito meses de idade, as crianças podem ajudar a "preparar" refeições na cozinha.
03. Brincar de compras:
O quê? Brincar de fazer lista de supermercado e fazer as respectivas compras.
Como? Você vai precisar de: dinheiro de brinquedo, bolsa ou carteira velha, caderninho de anotações, caneta ou lápis, latas, caixas, frutas e legumes. Monte um espaço para ser o mercado, e estimule a criança rabiscar o caderninho - fazendo sua lista de compras - mostre a ele como segurar a caneta corretamente, mas não se preocupe se ele não conseguir. Depois deixe a criança decidir o que vai comprar, ela pode fingir que paga com o dinheiro de brinquedo que está na carteira, e depois colocar os produtos na sacola.
O que tem de bom? um mercado de mentirinha ajudará seu filho desenvolver a imaginação, começar a aprender o conceito de dinheiro e comprar coisas em mercado. E também faz com que seu filho inicie a compreensão da função da escrita e como segurar uma caneta para escrever.
Para quem? A partir de 3 anos. De acordo com a idade da criança, a brincadeira pode ser adaptada.
Fonte: CAVE Simone e FERTEMAN, Caroline. Brincadeiras criativas para bebês inteligentes: estimule o desenvolvimento do seu filho. Tradução de Rogério Bettoni, ediouro, 2012.
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Deniele
quarta-feira, 8 de junho de 2016
PALAVRA POR PALAVRA | A idade do ouro
A idade do ouro
Olá!
Hoje o nosso papo será sobre a “idade do ouro”. Saiba o que é e como estimular as crianças que estão passando por esta fase.
Entender as particularidades de cada fase da infância é bastante importante, pois os estímulos, quando empregados da maneira correta geram mais frutos, pois estão de acordo com cada momento da criança. A idade do ouro acontece a partir dos 5 anos e é a fase em que a criança necessita de mais cuidados e atenção, pois sua capacidade de assimilação é alta.
Por que se chama idade do ouro?
Porque nesta fase da vida as crianças evoluem rapidamente, o cérebro se desenvolve em um ritmo surpreendente e possui uma grande capacidade de assimilação. Elas possuem um bom nível de concentração e memorização. Fortalecem cada vez mais as suas amizades, querendo sempre ficar juntos dos seus amigos. A oralidade da criança está se desenvolvendo. Verbalizam seus pedidos, interesses e realizam questionamentos.
Está é a hora da intervenção para que a criança comece a perceber a diferença entre o que é realidade e fantasia. É o momento da lapidação da criança, pois a idade de ouro também é um período em que os pais tem a oportunidade de desenvolver em seus filhos as virtudes básicas que irão alicerçar toda a gama de virtudes que compreende o ser humano de valor.
Como estimular as crianças desta fase?
Para garantir a eficácia do processo educativo, pais e professores devem manter condutas coerentes e ações compartilhadas. Deve-se estimular a virtude da obediência e respeito ao próximo e a preparação para a leitura através da percepção visual e auditiva. Todos os estímulos requerem uma frequência, intensidade e duração, uma vez que é nesta etapa que se estruturam a potencialidade intelectuais, linguísticas, sociais, motoras, perceptivas e afetivas da criança.
Uma boa introdução a este tema é um documentário do qual já falamos muito aqui no Portal e em nossas redes sociais chamado O COMEÇO DA VIDA. Veja o trailer abaixo. É muito bom!
Além de estar disponível em alguns cinemas, já chegou no Netflix. Mais informações aqui: O começo da vida (Netflix).
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Élida.
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