Outubro chegou, e com ele a expectativa
de muitos pequerruchos sobre o que vão ganhar esse mês, afinal, outubro é o mês
da criança. Mais especificamente 12 de outubro, dia da criança. Dia de brincar,
de se divertir, enfim de juntar os brinquedinhos dos colegas e viver mil e uma
aventuras.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Pokemon Go exercita as crianças?
Olá galerinha, tudo bem com vocês? Comigo tá tudo tranquilo.
Acho que vocês já ouviram falar do Pokemón Go. Essa febre que tomou conta do mundo (geral jogando: criança, adulto e até idosos). Fui buscar informações sobre esse jogo da moda. Não vou mentir que deu vontade de jogar, mas depois que o entendi preferi ficar só na vontade.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
ATLETAS MIRINS OU ESPECIALIZAÇÃO PRECOCE NO ESPORTE?
Olá
amigos e amigas do PORTAL PÊ.TI.PO.LÁ,
Vou aproveitar todo o clima olímpico que invadiu
nosso país, mudou as atividades e programações na TV, nas rádios, internet e
redes sociais, enfim, um espetáculo de proporção global. E não é para menos, o
esporte faz parte da nossa cultura, por milênios, e nada mais comum que ver,
praticar e gostar de esportes. Mas, e quando o assunto é atleta infantil ou mirim? É bom, é ruim, ou não tem nenhuma influência? É só mais uma atividade
na vida das crianças?
É senso comum, atualmente, entre os professores de Educação
Física, que devemos primeiro auxiliar no desenvolvimento das habilidades
motoras das crianças, como andar, correr, saltar etc. Habilidade é um saber fazer, um conhecimento operacional,
procedimental, uma sequência de modos de agir ou operar.
Podemos dividir as habilidades da seguinte maneira:
Movimentos fundamentais na terceira infância (8 a 10 Anos):
- Estabilidade: sentar, ficar em pé, curvar, torcer e girar
- Locomoção: correr, saltar, pular
- Manipulação: lançar, pegar, chutar e rebater
- Locomoção: correr, saltar, pular
- Manipulação: lançar, pegar, chutar e rebater
Movimentos especializados
- Estabilidade: andar em superfície escorregadia, esquiar,
ginástica na trave
- Locomoção e Manipulação: jogos recreativos e esportes competitivos.
Em alguns casos, pais que anseiam realizar seus sonhos esportivos através dos filhos, (tema já tratado aqui no PORTAL PÊ.TI.PO.LÁ, no artigo Escolhendo o esporte dos filhos, escrito pelo nosso amigo Pedro Henrique) em busca de prestígio e sucesso acabam expondo suas crianças a situações de grande exigência e tensão, de treinamentos extenuantes muito cedo em busca de alta performance.
- Locomoção e Manipulação: jogos recreativos e esportes competitivos.
Em alguns casos, pais que anseiam realizar seus sonhos esportivos através dos filhos, (tema já tratado aqui no PORTAL PÊ.TI.PO.LÁ, no artigo Escolhendo o esporte dos filhos, escrito pelo nosso amigo Pedro Henrique) em busca de prestígio e sucesso acabam expondo suas crianças a situações de grande exigência e tensão, de treinamentos extenuantes muito cedo em busca de alta performance.
Em muitos casos o Ministério Público do Trabalho
(MPT) tem atuado fiscalizando entidades, times e clubes, que fazem seleção e
treinamento de crianças para formar suas bases de atletas, afim de evitar a
exploração e o abuso dessas crianças.
A Lei 9.615 de 24 de março de 1998, popularmente conhecida como
Lei Pelé, tem itens que visam evitar a exploração do trabalho infantil. Ainda
segundo essa lei, é obrigação de uma entidade esportiva garantir assistência
médica, psicológica, odontológica e educacional a um jogador.
A ação destina-se a evitar que essas crianças, na busca de
realizar um sonho, sejam enganadas e se tornem presas fáceis de exploradores
que se multiplicam pelo país, e exploram o talento das mesmas.
Outros deveres de um time: manter instalações esportivas
adequadas, ter profissionais especializados em formação técnico-desportivas. Um
jovem também não pode praticar atividades físicas por mais de 4 horas diárias,
tampouco pagar para realizar um teste.
Há relatos inúmeros de exploração, maus tratos e abuso sexual
dessas crianças, que em muitos casos são levadas para localidades afastadas do
seio familiar. O que dificulta em muito a descoberta desses casos.
Mas, o que pode ser feito de concreto para proteger nossas
crianças? Nós, profissionais de educação física, pediatras e outros
profissionais da área de saúde, conseguimos ver nas atividades esportivas uma
boa ferramenta para auxiliar no desenvolvimento integral da criança, porém, a
especialização dos movimentos e a sua prática
excessiva contribuem para a degeneração hipocinética. Uma doença caracterizada
pela diminuição da capacidade funcional de vários órgãos e sistemas, que pode
levar a doenças severas como artrite, diabetes, pressão alta, entre outras.
Essa degeneração, em épocas anteriores, era mais comumente encontrada em adultos. Porém,
com o aparecimento de competições esportivas infantis, essa doença torna-se
comum entre crianças, atualmente.
Tais exageros, levam a um grande número de
evasão de crianças desses esportes, diminuindo ou extinguindo as possibilidades
de surgimento de um talento esportivo na vida adulta.
O Brasil foi 13º lugar no
quadro de medalhas, sua colocação poderia ser melhor se nas bases dos esportes
fizessem o que muitos países desenvolvidos fazem - que é a preparação das bases motoras da criança,
onde ela vivencia várias atividades esportivas dos 07 até por volta dos 11
anos e depois escolhe um esporte ao qual se dedicar pela maior parte de
sua adolescência e vida adulta. Aí sim ela terá mais possibilidade de ser um
atleta melhor estruturado. Uma experiência positiva acontece na Alemanha, e já
é repetida em algumas escolas no Brasil, que é o Projeto Escola da Bola, onde se ensinam
vários esportes às crianças e estes são mudados de período em período, para
que as crianças tenham um desenvolvimento motor mais amplo possível.
Infelizmente essa ainda não é uma realidade geral. Como profissional da área de educação física, vi
durante minha formação os absurdos que eram realizados na preparação dessas
crianças:
- Coação por parte de treinadores, que exigiam
uma maturidade psicológica e técnica de uma criança que às vezes nem tinha aprendido
a ler;
- As exigências fisiológicas de corpos que
ainda não tem seus sistemas amadurecidos;
- Exposição a situações de risco como lutas,
nadar em piscinas profundas, quando não, realizar travessias marítimas;
- Utilização de suplementos não indicados para
crianças, a fim de aumentar o rendimento esportivo;
- Burlar a legislação, colocando uma criança
mais velha em competições com crianças menores, conhecidos como “GATO”.
E outros inúmeros casos que me fizeram decidir trabalhar com o aspecto educacional do esporte. E tenho buscado fazer o
melhor trabalho possível na área, com o objetivo de contribuir com um melhor
desenvolvimento para meus alunos.
E vocês perguntam: e como você faz para evitar esses exageros? E como nós pais,
professores, responsáveis e profissionais da área infantil podemos fazer
também?
BRINCAR, BRINCAR, BRINCAR
1. Dar tarefas que exijam habilidades como
correr, agachar, levantar, subir escalar, arremessar, agarrar, puxar, lançar,
pegar, enfim, que possam deixar a criança usar suas habilidades de forma mais
natural (funcional) possível;
2. Não torne a atividade (seja ela qual for) uma
obrigação;
3. Não transforme a criança num realizador dos
seus sonhos que ficaram para trás, deixe ela criar os dela;
4. E finalmente, e não menos importante, preze
pela formação integral de suas crianças: suas habilidades motoras, o desenvolvimento
físico, o cognitivo, o afetivo e o social.
PS.: Conselho de pai: jamais entregue suas crianças, sem antes consultar as credenciais do
profissional. Por que entregar aos cuidados de qualquer um? Só por
ser mais econômico? Muito cuidado com quem tomará conta da educação motora
delas.
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Abraços. Marcelo Silveira.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
JOGA PRA MIM | Vai brincar lá foraaaaa...
VAI BRINCAR LÁ FORAAAAA...
...ou: como tirar suas crianças da frente do computador (tablet, smartphone, TV, celular, videogames).
Entreter crianças é uma arte muito dificil, e requer de muitos pais uma grande criatividade. Porém, quando os pais
se dispõem, muita coisa boa pode ser feita. Mas, o grande problema é o comodismo de alguns pais,
que diante do sossego alcançado com a criança "ocupada" em atividades eletrônicas, relaxam em
berço esplêndido.
E com aquela frase de que "enquanto ela estiver ali, está segura", podem estar
cometendo vários e grandes erros.
1. Uma criança exposta unicamente aos estímulos virtuais, tem suas capacidades de imaginação
diminuídas;
2. A capacidade de interação social é enormemente prejudicada;
3. A exposição à valores negativos, imagens, vídeos e outros conteúdos não adequados, coloca em
risco todo o trabalho educacional que a família vem realizando;
4. Aparecimento de doenças relacionadas à falta de atividade física, bem como atrapalhar a fase de
crescimento e desenvolvimento onde talvez a maturação cerebral seja estimulada por tantas
imagens coloridas em pixels que formam confusões e também problemas de memória e de
concentração;
5. Vulnerabilidade e risco de assedio por parte de pessoas mal intencionadas
6. Perda gradual da identidade e imagem pessoal, dado às grandes possibilidades de se criar perfis
diversos para impressionar ou agradar novos grupos sociais nos quais elas vão sendo agregadas.
Portanto, diante desses e outros fatos que podem vir a prejudicar a saúde física e mental das nossas
crianças, coloco à disposição algumas ideias que podem ajudar aos papais e mamães a terem um
pouco mais de animação, movimento, lazer e saúde junto aos nossos pequenos prodígios.
1 – Encher recipientes com pistola d´água
Faça uma competição pra ver quem consegue encher algum recipiente usando a pistolinha d´água.
No final vocês podem fazer um duelo de quem é mais rápido no jato d´água. Você pode fazer água com
corante para diferenciar as equipes.
Ahhh, mas o quê? Você não tem pistola d´água? Não tem problema! É só pegar uma garrafa PET, fazer
um buraquinho na tampa e você já tem sua PISTOLA MEGA HIPER ULTRA GIGA ESPETACULAR
ESPACIAL. O que não pode faltar é disposição pra brincar!
2 – Fazer ou Soltar Pipas
Bem, como eu, muitos pais podem não ter aprendido essa arte espetacular e milenar, então, é só
comprar uma, existem de vários modelos no mercado e os preços são bem acessíveis. Eu prefiro a da
borboleta para minhas princesas.
3 – Pintar camisetas personalizadas
Soltem o Michelangelo e mãos à obras.
4 – Pular Elástico
A Brincadeira é perfeita porque envolve desafios a cada rodada e pode ser feita em qualquer lugar: playground, rua, praça etc. Manda ver na diversão.
5 – Vá à Praça, praia, campo, parque, sai pra tomar um AR.
Existem várias opções de espaços abertos e amplos na nossa cidade. Parque Municipal de Maceió
com excelente ambiente natural preservado e trilhas excelentes, Rua Fechada na Ponta Verde aos
Domingos, Praça Centenário no Farol também com atividades aos domingo pela manhã, Praça da
faculdade entre outras.
Uma última dica, talvez a mais importante: seja lá qual for a sua escolha de diversão com seus
pequenos, jamais, jamais opte por brinquedos elétricos do tipo velocípedes e carrinhos de bateria.
Nunca, nunca, nunca serão. rsrsrs!
Bem pessoal, um abraço, espero ter colaborado de forma positiva com todos.
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quarta-feira, 13 de julho de 2016
JOGA PRA MIM | Exercício nas férias
Exercício nas férias
Olá galerinha... tudo tranquilo com vocês? Espero que sim.
Hoje vou trazer sugestões de atividades para que vocês possam desenvolver com seus pequenos em casa. É isso mesmo: em casa! Muitos pais reclamam que não tem tempo de cuidar da saúde, então, nada mais prazeroso do que brincar com os filhos e cuidar da saúde com a prática de atividade física.
Então vamos lá: prepara que vamos começar.
1. Equilíbrio:
Não vou pedir para vocês ficarem como equilibrista de circo, rsrs...
Vamos fazer o simples, para estimular os pequenos. Usando a imaginação e as linhas do rejunte do piso (ou fita crepe, como na imagem), podemos criar uma "ponte" que é o único caminho para passar para o outro lado. Essa simples brincadeira vai ajudar às crianças a terem equilíbrio quando forem praticar esportes - como, por exemplo, andar de skate, surfe e ginástica artística.
Dica: Se quiser deixar um pouco mais difícil, uma sugestão é mudar o desenho da fita no chão. Colocar alguns obstáculos também é interessante, como, por exemplo, subir nas pernas dos pais, tentar imitar um gorila pendurado nos galhos etc.
2. Pé de lata
Uma variação da nossa primeira brincadeira e que a criançada adora é colocar latas sob os pés. Basta pegar duas latas de leite, fazer dois furos e passar barbante sobre os furos, com isso seu filho terá que caminhar sobre as latas, segurando o barbante. Mas atenção: se a criança for muito pequena, os pais precisam acompanhar ficando ao lado dos babies, ok? É legal que a criança use tênis para brincar, para que o formato da lata não incomode os pés.
Dica: clique aqui para aprender a fazer o pé de monstro da foto!
3. Surfe no lençol
Bem, esse exercício tá mais para os papais e mamães, né? Tem que suar a camisa também!
Pegue aquele lençol que não usa mais e chame seu filho pra surfar... é isso mesmo: surfar. Você deixa ele deitado no lençol e sai puxando. Ele vai adorar e você vai suar junto com ele.
Mas atenção, o piso da sua casa precisa facilitar o deslize do lençol. Não dá para fazer essa brincadeira em pisos ásperos.
Dica: Para crianças maiores, dá para ficar sentado no lençol e agarrar-se nele com as mãos.
CUIDADO COM AS CURVAS!
4. Circuito baby
Como a moda é treino funcional, que tal fazer um circuito dentro de casa? Arrasta a mesa, o sofá, as cadeiras e vamos começar. Pegue, por exemplo, o cabo de vassoura, o balde, a bola, o tapete, o boneco, a boneca, a cadeirinha...
Dica: Coloque a bola sobre o tapete (um pouco distante do balde) para que a criança corra e tente arremessar a bola dentro do balde. Coloque um cabo de vassoura sobre duas cadeirinhas (ou objetos mais baixos - dependendo do tamanho da criança), para que ela passe por cima e por baixo. O boneco e a boneca podem ser a torcida. A imaginação fica a critério dos pais, o mais importante é suar a camisa... sim, porque os pais podem e devem fazer também!
5. Joga pra mim
Pra trabalhar a coordenação, podemos utilizar o limão, laranja e/ou uma bola pequena. Agora sim é a hora de pensar no circo rsrsrs, Como um malabarista, comece usando o limão, por ser menor e tente passar de uma mão a outra. Peça que seu filho tente também.
Com a prática, vai aumentando a dificuldade e a laranja e a bola pequena entram na brincadeira. O objetivo da brincadeira é alcançar o nível das trocas: você joga para seu e filho e ele joga de volta.
Participe das brincadeiras com seu filho. Não deixe a tecnologia sugar a melhor fase da vida das crianças. Brincar é essencial para o desenvolvimento.
Lembrando que: todas as atividades devem ter supervisão de um adulto.
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Joga pra mim
Abraços. Pedro Henrique
sexta-feira, 1 de julho de 2016
JOGA PRA MIM | Brincar é descobrir o mundo
Brincar é descobrir o mundo
Como
professor de Educação Física há quase 20 anos, tenho percebido durante esse
tempo a inquietação e insatisfação de professores e pais quanto a não atingirem
as expectativas de uma educação de qualidade junto às crianças. E da parte das
crianças por não conseguirem entender as habilidades e competências da forma
esperada pelos pais e professores. Pais e Professores devem ficar se perguntando: existe uma maneira mais eficiente e prazerosa, para que os dois lados do
processo fiquem satisfeitos?
Por experiência
e através da enorme quantidade de literatura existente sobre o tema da
ludicidade e do brincar e dos seus benefícios sobre o ensino e a aprendizagem,
eu diria a vocês pais e professores que sim, há um modo eficiente e prazeroso de
se atingir bons resultados no ensino e aprendizagem das crianças: O BRINCAR.
Olha
só, o brincar, é parte importante da infância, e podemos usar várias formas de
levar as crianças ao conhecimento. Tornando-o vivo, atraente e, principalmente,
significativo. Quando brinca, a criança vivencia todas as regras e fundamentos da
vida social, e isso a ajuda a organizar seu mundo, seus sentimentos e aprender
sobre o grupo do qual faz parte.
Brincando,
a criança consegue descobrir que existem fenômenos que agem sobre os objetos e
sobre ela mesma, começando a ter noções de Física, mesmo antes de ter contato
com essa disciplina. Uma brincadeira que amo fazer com minhas filhas é de
soprar com um canudo em um copo com água e sabão liquido, diversão garantida
com minhas pequenas, elas acham superinteressante fazer com que muitas
bolhinhas “cresçam” dentro do copo. Brincar com água na bacia inicia a criança
a entender sobre densidade, peso, flutuação, mesmo antes da escola falar sobre
isso.
É um
engano pensar que o brincar é somente feito com movimentos amplos, corre-corre
e muita agitação. A ludicidade usa o que é natural em cada um de nós, a busca
pelo prazer, para oferecer acesso ao conhecimento. Importante citar que prazer,
não está restrito à sexualidade, mas, está ligado à necessidade de fugir
daquilo que nos causa dor e sofrimento.
O
desprazer causado por horas a fio numa banca escolar torna esse processo um ato
de tortura para a criança que aprende parecendo que a escola matriculou apenas
o cérebro da criança, esquecendo que é através do brincar e da expressão motora
que a criança interage, aprende e vive.
E
diante desses fatos, os pais e as escolas devem e podem buscar inserir a
criança de forma integral ao fenômeno de ensino-aprendizagem, usando o que de
mais natural há nas pessoas: a interação com o mundo através da experimentação,
usando seus sentidos e membros, e a melhor maneira de pais e professores
conseguirem mediar esse processo é através da ludicidade, da brincadeira.
Faz
parte das atribuições dos pais e dos professores, conduzirem as crianças às
descobertas, ao entendimento e ao prazer pelo conhecimento. Mas, durante o
processo ensino-aprendizagem, algumas dificuldades se apresentam - o que leva
frustração aos dois lados do processo.
A
falta de identificação da criança com os conteúdos e com a forma de trabalho
são identificadas de maneira errônea – muitas vezes - como Dificuldades de
Aprendizagem, e tratadas de forma medicamentosa. Essas dificuldades sempre são
tidas como vindas das crianças, mas em psicopedagogia, a orientação é sempre observar
as extremidades da relação da criança com o conhecimento, ou seja, família e
escola. Se não houver nenhum problema nesses dois setores, aí sim começa a
investigação na criança.
Diante
de tal realidade, a ludicidade pode se tornar uma ferramenta pedagógica
importante, promovendo uma aprendizagem mais dinâmica, participativa e, em
conseqüência, mais eficaz, auxiliando, de forma significativa, a aprendizagem
de crianças com dificuldade - por dar
uma maior liberdade de interação da criança com o aprendizado, por introduzir
de forma envolvente, elementos como o jogo, o brinquedo, a música, a
brincadeira e os mais variados recursos que, unidos ao processo de
ensino-aprendizagem, tornam a aprendizagem mais agradável, encantadora e
qualitativa.
E então vamos brincar?
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terça-feira, 21 de junho de 2016
JOGA PRA MIM | Escolhendo o esporte dos filhos
Escolhendo o esporte dos filhos
Olá, galerinha... Tudo tranquilo com vocês? Espero que sim.
Estive conversando com amigos e amigas sobre a influência deles (pais e mães) na escolha do esporte que o(a) filho(a) venha a praticar.
Tenho como exemplo o meu pai. Ele sempre quis que eu jogasse futebol, por ser considerado esporte de homem, e ainda queria que um filho servisse ao Exército - sendo eu o filho escolhido - já que meu irmão não seguiu as "ordens".
É de suma importância que as crianças desfrutem do máximo de modalidades esportivas, com isso elas terão um desenvolvimento maior e melhor, pois as habilidades, coordenação, qualidades físicas - como agilidade, flexibilidade, força, ritmo - e outros inúmeros ganhos físicos e cognitivos, serão trabalhados de forma integral.
Incentivem seus filhos(as) a participarem do maior número de modalidades na escola. Não depositem a sua "frustração" de não ter sido um bom ou boa atleta no esporte que você mais gostava dando a sua criança a obrigação de "voltar ao passado" e fazê-lo por você.
Não imponha a eles(as) o que devem fazer. Não reclamem por terem gasto com a roupa que comprou para a modalidade que eles(as) não querem mais. O dinheiro gasto hoje, ajuda no desenvolvimento deles(as).
Deixem que eles(as) tenham autonomia para escolher o que se adaptam melhor, mas também vá à escola, assista às aulas de educação física, converse com o professor(a), procure saber como anda o desempenho do pequeno(a) nas aulas.
Criança que brinca, aprende melhor. Sua participação e envolvimento, pai e mãe, traz incentivo ao filho(a), fazendo-o sentir-se prestigiado e incentivado - o que gera mais dedicação dele(a).
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Um abraço para vocês e qualquer coisa, só chamar que estarei às ordens pra gente conversar.
Colaboração: Clarissa Lamenha (Profissional de Educação Física)
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