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segunda-feira, 11 de julho de 2016

FADA DO DENTE | Qual a idade certa para meu filho usar aparelho?


Qual a idade certa para meu filho usar aparelho?


Olá queridos!!! 

Aposto que muitas mamães já se perguntaram isso, né? Então vamos lá: Sinto dizer que não existe uma resposta única para essa pergunta, ou melhor, a resposta é diferente para cada um. E por um simples motivo: Cada criança, uma sentença; Cada caso, um caso.

Bom, mas não custa facilitar um pouco o entendimento sobre isso. No post de hoje, vou tentar deixar um pouco mais clara essa questão, pois sei que tem muitas mamães que ficam cheias de dúvidas com relação aos tais aparelhos, e que muitas vezes o filho até pede pra usar, não é mesmo?? Pois é, virou “moda” entre eles, mas cabe salientar que é uma questão de muita responsabilidade que não envolve apenas estética e precisa ser avaliada caso a caso.



A Associação americana de ortodontia recomenda que toda criança faça avaliação ortodôntica a partir dos 7 anos de idade. Por isso a importância das visitas frequentes ao dentista. Assim um problema pode ser identificado precocemente. E se houver a intervenção na hora certa, as chances de sucesso no tratamento ortodôntico são enormes. Isso abrange menos tempo de tratamento e grandes chances de se evitar cirurgias posteriormente.

“-Mas nessa idade meu filho ainda tem dentes de leite, não é muito cedo pra usar aparelho?” NÃO, não é cedo!! Pois é a partir desta fase que o odontólogo avalia a necessidade de intervenção da chamada ortopedia funcional. Ou seja, podem ser identificados problemas ósseos na criança que deformam a face e a arcada dentária. E muitos desses problemas podem causar situações desconfortáveis para eles, principalmente na escola, onde os coleguinhas tendem a expor o problema do outro com apelidos, gozações e etc. E isso pode causar danos no rendimento escolar, no comportamento e na autoestima deles.



Esses problemas ósseos apresentados nessa fase são causados por alguns hábitos deletérios, como chupar dedo ou chupeta; Também por problemas respiratórios que chegam a causar deformidade nos ossos; ou por hereditariedade. A intervenção precoce desse tratamento ortodôntico deve ocorrer antes que ocorra o desenvolvimento e calcificação dos ossos da face, que acontece por volta dos 13 anos.



São usados vários tipos de aparelhos para a correção desses problemas, chamados de preventivos e interceptativos. E cada um tem sua particularidade de objetivos, adaptação do paciente e mecânica utilizada. Um exemplo bastante comum que chegam aos consultórios é quando os dentes estão “grandes demais” para boca da criança, e chegam a ficar “por cima” de outros dentes, pois não conseguem o espaço necessário, causando diversos problemas. É aí que entra a questão óssea, em que o aparelho utilizado irá expandir esse osso que sustenta os dentes e estes se acomodarão melhor na arcada, reestabelecendo rapidamente a correta posição de cada um, deixando assim uma aparência mais equilibrada da face.




O mais importante a se entender nesses casos é que o tratamento desse tipo só terá sucesso, principalmente, com a colaboração do paciente. Isso mesmo: colaboração da criança. Ninguém disse que seria fácil, né?? O papel dos pais fica no incentivo e estimulação. Como, por exemplo, usando imagens de crianças com o mesmo problema e de como ficou após o tratamento feito corretamente. Expor também as consequências futuras do mau uso do aparelho e na persistência de tomar todos os cuidados junto ao filho, incluindo a correta higienização. Normalmente a resolução desses problemas é rápida e em pouco tempo poderá obter uma mudança muito positiva na função e estética que envolve a arcada dentária e os rostinhos sapecas das nossas crianças. E isso é muito gratificante de se acompanhar, pois eles ficam muito felizes com a evolução e sucesso do tratamento!!



Espero ter ajudado! Me contem também suas experiências, dificuldades e dúvidas. Estou a disposição! 

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Beijos cheirosos,
Dra. Thaysa Karla


segunda-feira, 16 de maio de 2016

FADA DO DENTE | A chupeta acalma emocionalmente a quem?



A chupeta acalma emocionalmente a quem?



Olá meus queridos!

Hoje irei falar sobre o uso prolongado das chupetas pelos nossos pequenos. Claro que o melhor seria que não usassem, né? Mas sabemos que a maioria usa, e cada um por motivos diversos e específicos. Porém, entre tantos motivos em oferecer a chupeta para as crianças está a dúvida, comodidade, falta de informação e o desconhecimento dos notáveis prejuízos trazidos com ela. Então, que tal conhecer um pouco mais sobre as "queridinhas"?

“Mas doutora, o bebê tem uma necessidade natural de sugar né? Como posso não oferecer chupeta então?" A primeira informação é: SIM, a criança tem a necessidades de sucção. Isso ocorre devido a um instinto natural que é essencial à sobrevivência. Sendo mais intenso nos 3 primeiros meses e diminuindo com o tempo até, mais ou menos, o 6º (sexto) mês de vida. Mas olha que interessante e importante: a forma correta de amamentação influi na necessidade de sucção do bebê. Eu explico: se o bebê é colocado na posição correta na hora de mamar, segurando-o do modo certo, ele irá precisar fazer força para sugar, e assim saciar tanto a necessidade de sucção quanto a de nutrição. Viu? É aquela velha história: “matar dois coelhos com uma cajadada só!”. Se isso não for feito, ele não ficará satisfeito e pode desenvolver o hábito de chupar o dedinho ou a chupeta. 


Com a chupeta já inserida ao cotidiano da criança, temos que analisar as principais ações que ajudem a não causar sérios problemas futuros aos pequenos. E uma dessas ações é tirá-la por volta dos 2 (dois) ou, no máximo, 3 (três) anos de idade. Até aí, os danos e efeitos negativos que a chupeta causa tendem a regredir. Mas após essa idade, os problemas progridem e podem afetar algumas funções importantes como a respiração, fala, mastigação e deglutição.




Dica: para ajudar na retirada da chupeta após a idade limite: pode-se fazer um furinho na ponta da chupeta, para que, ao ser sugada, transmita outra sensação.

Para incentivar mais as mamães a olhar com uma “cara mais feia” para as chupetas, vou listar alguns dos problemas bem chatos que ela pode proporcionar às nossas crianças:

- Na dentição: alteração nas posições dos dentes, da mordida correta, levando a certeza do uso de aparelho ortodôntico no futuro. Com essas alterações a mastigação também é afetada e por consequência, a digestão também é prejudicada. Viu como um problema nunca é isolado? Sempre está ligado a outro, que leva a outro e assim por diante.
- Na fala: a dicção das crianças pode ser prejudicada devido as maloclusões causadas. Quando pequenos até achamos bonitinho não entender o que as crianças falam, mas quando chegam numa certa idade, acaba se tornando desagradável, inclusive pra eles mesmos.
- Na respiração: o bebê acaba respirando pela boca (o que não é recomendado), pois a chupeta atrapalha a respiração correta pelo nariz.
- Na amamentação: a chupeta incentiva o desmame precoce, pois o posicionamento da boca em relação ao seio é alterado. Então a mamãe que quer manter esse delicioso e importante hábito de amamentar por um tempo, deve prestar atenção nisso.
- Causa dependência: a criança fica literalmente “viciada” na chupeta, pois cria um vínculo psicológico com ela. Daí pode-se ter muito trabalho pra conseguir se livrar desse problema e precisar de acompanhamento de um psicólogo.

A chupeta não acalma verdadeiramente o bebê. Ela não é a solução da tristeza da criança. Ela é usada mais em associação à necessidade de silêncio do adulto. Por isso usam-a para simplesmente calar o choro infantil. Vale tentar avaliar o que está incomodando os pequenos. Alguma dor? Fome? Sono? Ou quem sabe, a valiosa atenção dos pais, que hoje em dia, a maioria (sem generalizar, claro) não pode, não quer ou não consegue dar à eles? Então convém refletir: a chupeta acalma emocionalmente quem?

Respiração bucal.

Mordida aberta.

Dica: se a criança usa a chupeta pra dormir, retire-a da boca assim que a criança adormecer. Isso deve ser feito sempre.

A gravidade dos prejuízos depende da duração, frequência, intensidade e tempo do uso da chupeta. Então mamães, minha intenção com todas essas informações é mostrar que esse hábito é perfeitamente evitável e que pensem um pouco mais à frente sobre os danos causados por ele. Não empurrem os problemas para o futuro. Pois estamos falando do futuro das crianças, dos nossos filhos. Estamos falando de problemas físicos, de amadurecimento emocional, comportamental e de desenvolvimento.

Por fim, se não tiver jeito, o uso mais aceitável é o da chamada chupeta ortodôntica, que o bico é modelado de acordo com o formato da boca e assim se adaptam perfeitamente a cavidade bucal da criança. Sendo o silicone o melhor material utilizado, pois deformam menos e é mais higiênico.



Mas não esqueçam, nenhuma chupeta é recomendável. Os dois modelos trazem prejuízos ao desenvolvimento da criança e deformam musculatura, ossos e dentes. A diferença está na gravidade dos danos causados.

Dica: a remoção da chupeta deve ser gradativa e bem conversada com a criança, sem punições e/ou ameaças.




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segunda-feira, 2 de maio de 2016

FADA DO DENTE | Cárie na infância




FADA DO DENTE | Cárie na infância


Olá Queridos!


Nosso post de hoje irá abordar um assunto que assusta muitas mamães e papais: a cárie precoce na infância, ou também conhecida popularmente como “cárie de mamadeira”. Essa situação gera uma série de preocupações e dúvidas. Afinal, qual mãe quer seu filho acometido por essa doença desde cedo? Sim, a cárie é uma doença (mas falaremos sobre isso depois). Bem, mas eu garanto a vocês que é possível que seu filho passe a vida sem tê-las. Claro, que isso só será alcançado com algum esforço das mamães mais cuidadosas e preocupadas com a saúde bucal de sua(s) cria(s), né?

A principal faixa etária afetada por esse tipo de cárie é entre 0 e 3 anos. Surgem devido ao hábito de mamar durante a noite (Isso inclui o leite materno e/ou industrializado), e não fazer a higiene adequada logo após essa última mamada.


Por isso, a minha primeira e principal orientação é: NUNCA, eu disse NUNCA deixe a criança dormir com a boquinha suja. É durante a noite que as bactérias utilizam o açúcar do leite para produzir ácidos que destroem o esmalte dos dentinhos dos nossos pequenos.

A palavra chave pra evitar essa situação é: PREVENÇÃO (e, por favor, vão se acostumando a ouvir muito essa palavrinha tão amada). E isto envolve orientação e motivação dos pais, assim como iniciar o mais cedo possível, o atendimento odontológico preventivo em crianças. A prevenção começa antes mesmo do nascimento dos primeiros dentes (a partir do 2º ou 3º mês de vida do bebê), com o hábito correto de higienização, pois desta forma a criança acostuma-se a uma rotina, tornando as próximas etapas bem mais tranquilas para eles e para os pais. Nessa fase, a higienização é muito simples. Consta apenas em molhar uma gaze ou fralda em água filtrada e passar em toda boquinha do bebê, não esquecendo a língua e o palato (céu da boca). Outra opção legal são as dedeiras de silicone, que além da higiene, vão auxiliar a aliviar a coceirinha na gengiva. 



A partir da erupção do primeiro dentinho, passa-se já a utilizar escova e creme dental, ambos apropriados para crianças. E esse hábito deve ser feito de 2 a 3 vezes por dia, sendo a escovação noturna, a mais reforçada. E ATENÇÃO para uma novidade importante: a pasta utilizada deve conter flúor. Esta é a recomendação da Associação Brasileira de Odontopediatria, atentando para um detalhe: a quantidade da pasta para escovação deve ser muito pequena, pois a criança irá engolir um pouquinho, mas fazendo do jeito certo, não terá problema algum.


Quantidade de pasta dental com fluor 1- crianças que sabem cuspir = grão de ervilha 2- bebês e crianças que não sabem cuspir = grão de arroz crú 3- Bebês, primeiros dentinhos = gotinha na escova

Acho importante vocês saberem que a evolução desse tipo de cárie é rápida, agressiva e extremamente dolorosa. Nossos pequenos não merecem isso e ainda não tem controle sobre sua saúde. Então vamos ser mamães leoas também na hora de escovar os dentinhos deles e proteger nossos filhos dessa situação muito triste.




Pra finalizar, deixarei algumas dicas pra facilitar e ajudar na prevenção das cáries:


1 – Não ofereça doces pelo menos até os 2 anos de idade. Pois a criança não sente falta de açúcar e não sofrerá se não comê-lo.

2 – Nada de adoçar a chupeta com mel ou açúcar (pelo amor de Deus!).

3 – Vá diminuindo as mamadas durante a noite, a medida que a criança for crescendo.

4 – Após os 10 meses de idade, não leve a mamadeira para cama. Isso vai evitar que durmam mamando e acabem sem a higienização da boquinha.

5 – Não se intimide com as dificuldades para a higienização da boquinha das crianças. Os bebês e crianças até os 3 anos de idade não têm outra maneira de se expressar. Então alguns podem chorar, gritar, e fazer birra. Mas isso não significa que estão sofrendo. Não desista. Persevere e garanto que eles irão se acostumar e até achar legal com o passar do tempo.

6 – O exemplo é o melhor ensinamento! Então, escove junto, faça disso um momento prazeroso para vocês. Dê a escovinha nas mãos deles (mas sempre finalize a limpeza, ok?), coloque-os em banquinhos pra que alcancem a pia. Isso trará independência, e eles adoram!!


Então é isso, queridos! Espero ter ajudado! Vamos garantir a saúde bucal das nossas crianças com muito amor. 
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segunda-feira, 18 de abril de 2016

FADA DO DENTE | Olá! Prazer em conhecê-lo(a)!



Você já se deu conta de que a saúde bucal abrange o completo bem-estar físico, social e mental de seus filhos? Se a resposta for não, é preciso parar um pouco e pensar sobre isto!



Conhecer as fases que a criança irá passar é muito importante. E isso inclui o período de antes do nascimento do primeiro dentinho até a completa troca dos dentes “de leite” por dentes permanentes.

Durante todo esse tempo é comum surgirem dúvidas e questionamentos; Sendo alguns mais frequentemente levados aos consultórios odontológicos, como por exemplo:














Essas e muitas outras questões serão abordadas comigo na nossa coluna Fada do dente. Levo a sério a famosa frase: “A saúde começa pela boca!”.

Quero partilhar minhas experiências e conhecimento em odontopediatria para levar informação, dicas, esclarecer dúvidas e ajudar os leitores no que for necessário para que os pequenos tenham uma infância feliz e, principalmente, saudável!!

Mas lembre-se: os cuidados com a saúde bucal das nossas crianças é uma missão que exige responsabilidade e comprometimento de todos nós. Então, participe enviando histórias, relatos e dúvidas. E não perca nossos próximos encontros.


  Mantenha o sorriso no rosto de quem mais precisa de você!!




Com carinho, Dra Thaysa Karla.

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sábado, 16 de abril de 2016

NOSSA EQUIPE | FADA DO DENTE

Aquela ida difícil ao dentista? Imagina! A Dra Thaysa Karla vem dar uma mãozinha (e muitas dicas), como uma boa fada! Tem um caso interessante para nos contar? Entre em contato conosco.







Dra Thaysa Karla

Formada em Odontologia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), tem experiência em atendimento infantil há 10 anos e recente aperfeiçoamento em Ortodontia (Orto-G, Recife-PE). Mãe de Nicole (10 anos) e a espera de Vinícius, ela é realizada com a profissão que sonhou desde sempre. 


Em sua opinião, a pureza e a inocência das crianças são as coisas mais encantadoras que existem, por isso sua dedicação a elas. E apesar dos desafios diários inerentes ao mundo infantil, acredita num simples motivo para continuar:


"Toda criança tem o direito de sorrir!"