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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Matou o peixe e foi ao cinema

Publicado originalmente em: Tudo sobre a minha mãe
By Claudia Gomes on Sep 22, 2016 01:19 pm


Meu irmão teve a ideia de dar um aquário pros meus filhos. Eles estavam perturbando por um bicho de estimação, no melhor estilo “deixa que a gente cuida”. Claro que não engoli essa nem por um segundo. Mas acreditei como uma pata no tio deles, que se comprometeu com a limpeza mensal. O fofo veio uma vez. Duas. E de-sa-pa-re-ceu. As crianças passaram do status “se estapeando pra ver quem vai dar a ração hoje” para “cagando baldes” em dois segundos. E o aquário sobrou para quem? Pesca os peixes com redinha, passa pra uma vasilha, tira as plantas e pedrinhas, o filtro da bomba, a grade do fundo, lava tudo, monta de novo, enche com água nova, pinga o anti-cloro, deixa um tempo, volta com os peixes pro aquário. Tudo isso pra ver uns serzinhos nadando pra lá e pra cá, ignorando solenemente nossa existência.

terça-feira, 17 de maio de 2016

CUCA LEGAL | Mães! Viva à maternidade!


Mães! Viva à maternidade! 



Em maio, convencionou-se comemorar o aclamado Dia das Mães! Mas o que de fato está incluindo nesta comemoração? Toda mulher já nasce automaticamente uma mãe?


Viva as mães! É inegável a dimensão biológica da maternidade e tudo que a isto se relaciona, mas convenhamos que a maternidade é algo constituído na experiência singular de cada mulher que se aventura a exercer a função materna na vida de um bebê, de uma criança, de um adolescente, de um adulto... Enfim, de um filho(a).


Costumeiramente as mamães escutam: "Depois que nascer o bebê você saberá o que fazer, saberá os porquês de cada choro...". Entre outras afirmações que, por vezes, pressionam a maternagem ao invés de sustentar-lhe.




Por que abordar tal assunto? Porque a ideia da maternidade como algo naturalizado, pronto e acabado causa verdadeiro calafrio nas mães. Quando não sabem o que e nem como fazer diante das cólicas de seus bebês, do choro sem tecla SAP, das "rebeldias" e medos adolescentes, da apatia dos filhos adultos... Observamos que muitas destas acabam por si considerarem mães más, sem habilidades. O que de fato ocorre é uma experiência cada vez mais íntima entre essa díade (mãe-bebê), o que garante suposições, traduções e criações de modos cada vez mais autênticos de se relacionarem. 


Aos poucos vão sendo inscritos registros simbólicos no pequeno ser, que ao se apropriar de tamanho cuidado e proteção vai sentindo-se seguro para então experienciar o mundo. Mas não podemos deixar de levar em conta as demais vivências que nossos filhos têm, tiveram ou virão a ter! Assim, mamães: esqueçam! Vocês não são onipresentes - o que por si só já lhes desresponsabilizam de todos os bens ou males que venham a ocorrer com suas crias!

Obviamente o lugar e o papel dos demais membros da família é essencial para tal desenrolar... Mas disto trataremos em outros posts.


Mamães, não se apavorem quando um turbilhão de sentimentos não tão legais dominarem seus afazeres maternos, tais como: inseguranças, medos, vontade de desistir, arrependimentos... Tudo isto compõe o real exercício da maternidade!


Para finalizar nosso post de hoje gostaria de parabenizar todas as mães, mas em especial aquelas que em plena efervescência da emancipação feminina, não denegam do exercício materno, visto que, hoje mais do que nunca a maternidade é uma questão de escolha!! Então, aclamaremos principalmente o desejo em exercê-la!


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Zaíra Mendonça
Psicóloga/Psicoterapeuta 
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