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sábado, 13 de agosto de 2016

PROJETO FOCINHOS TERAPEUTAS





Olá família, tudo bem?


Alguém aqui já ouviu que seu cãozinho pode “ser um terapeuta”? Pois é, ele pode sim, e na minha apresentação profissional, aqui no portal, eu falei que atuava no projeto Focinhos Terapeutas e hoje resolvi falar sobre ele para vocês.

Já comentamos dos inúmeros benefícios que os animais proporcionam na vida de todos que os cercam e esse benefício pode se estender além da nossa própria casa, já que o nosso peludo pode fazer bem a outras pessoas também. Como exemplo temos: crianças com necessidades especiais, idosos, enfermos nos hospitais etc. E isso é possível tornando nosso bichinho um terapeuta, e o mais legal é que aqui, na nossa cidade, Maceió-AL, existe um projeto que realiza tudo isso.



O Focinhos Terapeutas é um Projeto de Extensão do Curso de Educação Física do Centro Universitário Cesmac criado em 2011 com o objetivo de proporcionar às crianças com Transtorno do Espectro Autista, disfunções neurológicas, ortopédicas e de aprendizagem, idosos institucionalizados e outros Grupos Especiais, melhoria na saúde física, emocional e mental por meio dos benefícios terapêuticos das Intervenções Assistidas por Animais – IAA.


Participam cães de vários tamanhos, raças e idades, todos eles acompanhados por veterinários e também adestrados. Com base no perfil do animal é determinado em qual grupo ele irá atuar. Além de prestar serviços gratuitos à população, o projeto incentiva a adoção de animais de rua, tendo como sua mascote oficial a iniciadora do projeto Solara, uma SRD adotada pela coordenadora/ fundadora Maja Kraguljac.

Os atendimentos são realizados com base no perfil do paciente assistido, por uma equipe multidisciplinar juntamente com os cães terapeutas, através de Atividades Assistidas por Animais e/ou de Terapias Assistidas por Animais.



Se você quer conhecer mais o projeto, quer ajudar, tem interesse em participar, quer que o seu peludo participe ou se conhece alguém que o projeto pode beneficiar, pode entrar em contato através: 

E-mail: contato@focinhosterapeutas.com.br
Telefone: +55 82 98222.2244




Beijos,
Dra.: Aline Fernandes Melo


sexta-feira, 24 de junho de 2016

MEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO | Gravidez, bebês e animais: alergias


Gravidez, bebês e animais: alergias


Olá família, tudo bem?


Quem aqui antes de engravidar já tinha filhos de quatro patas e ouviu a frase: “Você vai ter que dar esse animal porque o pelo vai fazer mal ao bebê.”? Eu mesma, que tenho cinco filhos peludos ouvi isso inúmeras vezes e quando eu dizia que isso não iria acontecer as pessoas ficavam até aborrecidas e eu, a veterinária asmática sem limites, era de vez crucificada. Infelizmente, tudo isso ocorre por alguns mitos que existem há muito tempo sobre as alergias, garanto que você não precisa se desfazer do seu peludo, mas, pode sim mudar alguns hábitos para que todos vivam juntos e sem espirros.




A alergia nada mais é do que a reação do nosso organismo contra uma substância que é considerada invasora, o alérgeno. O pelo do animal possui três possíveis alérgenos, a urina, o ácaro e a saliva. Nem todos nós teremos alergia a um mesmo alérgeno ou a algum deles, então, observe seu pequeno, note se ele demonstra sintomas como coceira no nariz, espirros, tosse, olhos lacrimejando, manchas vermelhas na pele e converse com o pediatra, procure um imunologista e faça o teste de alergia. 

Aqui em casa o pequeno tem 7 meses e não tem demonstrado nada considerável, e em nenhum momento ficou restrito ao contato com algum animal meu ou de terceiros, mas, vou compartilhar com vocês medidas simples e eficazes que pratico em casa para que vocês também possam minimizar o contato dos seus pequenos com tantos alérgenos.


1- Escovar o pelo do animal pelo menos uma vez ao dia: Existem escovas no mercado, as rasqueadeiras, que removem o excesso de pelo morto do animal, isso faz com que os pelos que iriam ficar pela casa sejam, em sua maioria, eliminados. Essa escovação deve ser feita em um local aberto, por uma pessoa que não possua alergia, em cães de pelo longo ou curto e nos gatos.




2- Banhos frequentes no animal: O pelo possui saliva e urina que podem ser eliminados no banho, não esquecendo também de secar bem o peludo.




3- Higienizar o ambiente: As clínicas veterinárias possuem alguns produtos para a higienização do ambiente que o animal utiliza, deve-se evitar varrer esse ambiente e optar por passar o pano ou o esfregão. No caso dos felinos a caixinha de areia deve ficar em local arejado que as pessoas não tenham fácil acesso.


4- Evitar tapetes, cortinas e almofadas e apostar em revestimentos como couro ou similares.



5- Aspirar a casa regularmente e deixar o ambiente bem arejado.


6- Ter na casa/apartamento áreas em comum e individuais para os peludos e os pequenos: Quando o bebê nasce o seu sistema imunológico está em formação, então o adequado é ter o cantinho do pequeno dormir, tomar banho, trocar a fralda sem a presença do animal, mas, na rotina do pequeno incluir em outro espaço o momento de interação entre ele e o peludo da casa.


7- Lavar as mãos sempre que terminar de higienizar ou mesmo brincar com o peludo.

A melhor coisa de todas é que estudos recentes mostram que as crianças com menos de um ano de idade, que têm contato com cães dentro de casa diminuem em 50% as chances de desenvolver alergia na fase adulta, e isso ocorre devido o aumento da formação de anticorpos no organismo, já que o sistema imunológico está exposto aos alergénos.

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E, não esqueçam muitas outras coisas podem causar alergia, a informação sempre é a melhor opção.


Beijos
Dra. Aline Fernades Melo.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

MEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO | Mal comportamento ou ciúmes?



Mal comportamento ou ciúmes?



É da nossa rotina de clínico veterinário receber a queixa que o “Bob” ficou mal-educado de uma hora para outra. Faz xixi fora do lugar e até mesmo em cima da cama do dono, tem latido muito, faz “pirraça” para comer, estragou o sofá ou até mesmo o brinquedo favorito, e teve comportamento agressivo com o “novo habitante” da casa. Cães sentem ciúmes? Apresentam quadro depressivo ou até mesmo agressivo por mudança de rotina? A resposta é SIM. 



Os cães, como nós humanos, possuem o hormônio responsável pelo ciúme e até inveja, a Ocitocina. O psicólogo da Universidade de Portsmouth, Dr. Paul Morris, ressalta que um cachorro sente ciúmes quando o dono traz um parceiro novo para a casa. Tão profundo é esse sentimento, aliás, que o cachorro pode sentar entre as duas pessoas e pode até se recusar dividir a atenção do dono com a nova pessoa. Diversos donos também atestam perceber que seus cães sentem ciúmes do novo bebê ou de uma criança que entrou na casa.

Quem está aí???


Os cães sofrem quando apresentam esse quadro de ciúmes ou posse. Assim sendo, podem desencadear doenças pela baixa de imunidade. É de extrema importância que consigamos demonstrar ao nosso “filho de quatro patas” que ele não é o único que merece atenção e carinho. Mas ele saber que ainda tem carinho e atenção dos pais, faz grande diferença para que seja atingido um quadro de boa convivência entre todos. 

Uma associação positiva com o novo membro da casa é um passo fundamental para controlar esse sentimento. Assim sendo, pode-se utilizar petiscos, brincadeiras, carinho e atenção para que o animalzinho perceba que continua sendo amado pela família. Respeitemos as limitações de cada um e, façamos uma introdução lenta e sempre assistida, afim de que não haja mordidinhas e arranhões.



Permitam os cães e gatos sentirem o cheiro do novo habitante, assim como sentir o toque de leve. Conversar olhando nos olhos, é outra boa e útil forma de socializar a nova família. Eles são capazes de compreender gestos, olhares e diferentes feições. Aprendem e ligam algumas palavras a objetos ou comandos. Isso comprova que, família pode ser feliz e completa com animais.




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Beijos e até a próxima.
Katheryne.




sábado, 28 de maio de 2016

MEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO | Mamãe/papai, quero um bichinho!



Mamãe/Papai, quero um bichinho!


Oi família, tudo bem com vocês?


Quem aqui já ouviu a seguinte frase: "Mamãe/Papai, quero um bichinho! Prometo que cuido dele direitinho.”

Se você ainda não ouviu, provavelmente ainda irá se deparar com esta situação, já que este é um pedido muito comum das crianças, e é normal quando não existe nenhum animal de estimação na casa. Para alguns pais esta é uma situação difícil devido ao medo de a criança não estar pronta para aquela determinada responsabilidade, por não saber se aquela insistência toda é só uma fase ou é real e principalmente por não saber qual seria o animal ideal para o filho, espaço físico, rotina da família. Neste post tentarei ajudar vocês nesta escolha com algumas dicas úteis.



CÃES:
Conhecidos como sendo o melhor amigo do homem, é a preferência da criançada, por ter um comportamento bastante social, se tornam um ótimo companheiro para os momentos de brincadeira e também para os momentos de carinho. Para quem pensa em adotar ou comprar um cachorrinho tem que se levar em conta principalmente o tamanho da criança em relação ao porte do animal, às vezes um animal de porte grande durante uma brincadeira pode acabar “machucando ou assustando” o pequeno(a); o porte também é importante em relação ao espaço físico da casa ou apartamento, para que esse animal consiga gastar sua energia e não acabe “destruindo” algo do ambiente; ler sobre raças e suas particularidades é também muito importante. Os cães são animais que necessitam de atenção diária. Também, idas ao veterinário, banhos, tosa (para os de pelo longo), passeios, farão parte do planejamento e isso tudo tem seu lado positivo, já que a criança começa a adquirir noções de rotina e responsabilidade.



GATOS:
Os gatos são conhecidos por sua independência, mas, não deixam de ser fofinhos e carinhoso, então, são também queridinhos da criançada. Por serem animais ágeis nada é obstáculo, então, telas são uma ótima aquisição para evitar fugas indesejáveis, independente de quem mora em casa ou apartamento. Os gatos acabam sendo uma boa opção para famílias que tem uma rotina bem corrida, para locais menores e por não necessitarem tanto de atenção diária, (claro que tem que ir ao veterinário, vacinar, etc) e por eles serem bem higiênicos e não necessitarem de passeios e banhos. Outra coisa que agrada bastante esses fofos são arranhadores, brinquedos e tocas. Uma boa dica é usar e abusar da criatividade dos pequenos, construindo casinhas diferentes com caixas de papelão, por exemplo. Os pais precisam ter atenção às crianças que possam sofrer de alergias. Os pequenos muito ativos também precisam ser observados já que eles podem não ter “paciência” com um animal tão independente e sossegado - o incomodo sofrido pelo gatinho pode resultar em desagradáveis arranhões.



PEIXES:
Para crianças muito pequenas que nunca criaram nenhum animalzinho, os peixinhos podem ser ótimos - a associação de baixo custo e quase nenhum trabalho, pode torná-lo ainda mais interessante para famílias que passam muito tempo fora de casa. Para torná-los atrativos vale apostar em novas decorações para o aquário e também adquirir peixes diferentes. O cuidado deve existir quando for escolher o local onde será colocado o aquário para que o pequeno não o derrube.



HAMSTER:
Estes roedores são ótimos “primeiros animais”. São pequenos, vivem na gaiola, possuem baixo custo e são brincalhões. Os cuidados são em torno da higiene da gaiola (que deve ser feita com certa frequência); com o manuseio, já que são pequenos, ativos e delicados e com a segurança deles, já que são fujões natos. É muito importante vigiar as crianças, principalmente menores de 5 anos, em relação à hábitos de higiene, pois é necessário lavar bem as mãozinhas - que geralmente são levadas à boca - após ter contato com o bichinho para evitar a transmissão de doenças. Não é indicado, no início, que este animalzinho fique no quarto da criança, já que por possuir maior atividade a noite pode atrapalhar o sono dela, mas, com o passar do tempo eles acabam se adaptando a rotina da família.



COELHO:
Apesar de saltarem e correm bastante os coelhos são delicados e devido a essa característica são indicados para crianças maiores, que terão mais cautela ao brincar e segura-lo. Também é interessante que a criança more em casa com uma área externa relativamente grande, já que eles precisam sair de suas gaiolas e se “exercitarem” todos os dias.



AVES:
Outro animal que desperta bastante a curiosidade dos pequenos são as aves, já que costumam ser coloridas, ativas e sonoras. São animais de vida longa, o que pode ajudar na criação de vínculos e também de compromisso a longo prazo. Se o pequeno apresenta um comportamento mais tranquilo e observador, as aves se tornam ideais para eles, sendo até interessante incentivar que a criança comece a treina-los (auxiliada sempre por um adulto). Ajudar na limpeza da gaiola, cuidar da alimentação, saber qual frutinha deu determinado dia podem ser tarefas executadas pelos pequenos facilmente.


RÉPTEIS:
Se na sua casa o bichinho desejado é um jabuti, um lagarto ou até mesmo uma cobra tenha muita cautela se for pensar em satisfazer essa vontade, já que são animais com comportamento, manejo e até algumas doenças bastante específicas, não sendo assim, recomendado para crianças pequenas. Mas, se o seu filho(a) for grande (acima de 6 anos) e realmente mostrar interesse, é muito importante que seja feita uma pesquisa sobre o animal que será adquirido, além de saber a forma como ele será adquirido, já que muitas pessoas oferecem estes animais sem ser legalizados e isto é CRIME. 

Conversar com um médico veterinário é o melhor caminho antes de adquirir um bichinho de estimação. 

Bem! Opções não faltam e com certeza algum deles vai se adequar à realidade da sua família. Em outras postagens, serão abordadas, com mais detalhes, cada uma dessas espécies, então, mande sua história e sua dúvida para nós! 

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Aline


quinta-feira, 12 de maio de 2016

MEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO | A importância do contato animal


MEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO | A importância do contato animal

A convivência entre animais e seres humanos é importante desde a infância de ambos. Cães, gatos, pássaros, tartaruga... Independente do animal de estimação, essa relação trará benefícios aos bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos. 
Eles estimulam a afetividade, o sistema locomotor, o senso de responsabilidade e de socialização, assim como promovem a autoestima e educação sentimental. Há evidências que crianças que convivem com animais no primeiro ano de vida tendam a ter menos sensibilidade a seus alérgenos. Além de que essa convivência também tem efeitos sobre o comportamento dos seres humanos (crianças) que, quando possuem uma rotina com animais,tendem a ser mais calmas e fazem amizade mais facilmente.


É necessário que a decisão de ter um novo membro na família, um animal, seja tomada em conjunto. Um animal requer cuidados durante toda a sua vida, e por esse motivo é que quando há a escolha em tê-los, toda a família deverá se empenhar em dar uma qualidade de vida como também usufruir de todos os benefícios que esta relação proporcionará. 
As crianças precisam aprender a conviver respeitando o animal, assim como o animal respeitará a criança. As responsabilidades e tarefas devem ser designadas incluindo todos. Para as crianças serão designadas tarefas fáceis como trocar a água ou ir passear com o cão uma vez ao dia. Tarefas que são simples, mas ajudam no desenvolvimento de responsabilidade. 



As crianças devem ser ensinadas a respeitar o animalzinho e entender que eles sentem dor, frio, fome e que, quando se sentem ameaçados podem morder ou arranhar como defesa. Esse limite deve ser respeitado para que se tenha uma convivência pacífica e regrada a muito amor e carinho.
Caso a família já possua um animalzinho de estimação e aguardam a chegada de um bebê, o cão e/ou gato têm que ser apresentado e socializado antes do grande dia da chegada. Essa socialização pode ser feita utilizando-se a reprodução de sons de choros de bebês pela casa e até mesmo permitindo que o animal cheire as roupas do bebê. Caso os animais tenham a permissão de dormir na cama do dono, é recomendável que se crie todo um ambiente confortável e mude-se o local de descanso do pet.


Há estudos comprobatórios que essa convivência reduz ainda o risco de doenças cardíacas, diminui o stress, aumentam a disposição, fortalecem o sistema imunológico, aumentam a expectativa de vida, interação social e concentração.
Faz-se necessário enfatizar que a inclusão e convivência com os nossos amigos de patas, pêlos ou penas, é sem dúvida uma excelente ferramenta utilizada na educação e tratamento das nossas crianças.
“Os animais já nascem sabendo o verdadeiro sentido de amar”


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Katheryne.